terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Referenciais de aprendizagens transversais ao currículo

   Na Sociedade da Informação e do Conhecimento, e tendo em conta a (r)evolução tecnológica, torna-se premente que a biblioteca escolar, em estreita articulação e colaboração com todas as áreas do saber, potencie experiências de aprendizagem estimulantes e enriquecedoras que visem o desenvolvimento de capacidades, destrezas, valores e atitudes dos alunos, proporcionando, deste modo, o aprender a aprender, o saber ser, a resolução de problemas, o pensamento crítico, a criatividade, a autonomia, a leitura em diferentes formatos e suportes de forma competente, a pesquisa, seleção, tratamento de informação e sua transformação em conhecimento, com o intuito de contribuir para a mudança de paradigma, melhoria de práticas educativas, sucesso educativo e para a aprendizagem ao longo da vida.
   É, pois, neste contexto que surgem as Metas de Aprendizagem na área das TIC, “um referencial para professores e encarregados de educação, ajudando-os a encontrar os meios necessários para que os alunos desenvolvam as capacidades e os conhecimentos indispensáveis ao prosseguimento dos seus estudos e às necessidades da sociedade contemporânea” (2012, p. 1).
   As Metas de Aprendizagem na área das TIC organizam-se por domínios: informação, produção, comunicação e colaboração, sendo o domínio da segurança tratado de forma transversal.
Segundo Santos (2010, p. 934), com este documento pretende-se “não o ensino das tecnologias, mas a aprendizagem com tecnologias” integradas no currículo, de modo a “preparar as novas gerações para o mundo do trabalho, para a vida em sociedade” (p. 932).
   De facto, as competências em TIC devem ser entendidas de uma forma transversal e articuladas com as várias áreas curriculares, estando presentes em todos os níveis/ ciclos de ensino.
   Sabemos que os alunos, multitarefa, vivem diariamente conetados, através de dispositivos móveis, e imersos em informação que têm dificuldade em tratar. Neste sentido, a biblioteca escolar, aproveitando as orientações e as competências que os alunos têm de adquirir no terminus de cada ciclo, presentes no documento Metas de Aprendizagem na área das TIC, deve saber rentabilizar as potencialidades das tecnologias digitais, formando os alunos para o seu uso adequado, eficaz, seguro e crítico, sem esquecer a educação para o respeito pelos direitos de autor, pois, “Se é verdade que os alunos aparentam ter habilidades naturais para usar as tecnologias, a realidade tem demonstrado que, embora compreendam facilmente o valor lúdico e comunicativo dos instrumentos de que hoje disfrutam, necessitam de ser ensinados sobre a forma como podem utilizar essas ferramentas na aprendizagem e exercício do pensamento crítico e construção do conhecimento” (Aprender com a Biblioteca Escolar: enquadramento e conceção, 2012, p. 3).
   No que concerne ao referencal Aprender com a Biblioteca Escolar, este contempla três áreas, a saber: literacia da leitura, literacia dos media e literacia da informação, que deverão ser trabalhadas de forma interdependente e em articulação com as Metas de Aprendizagem na área das TIC: “A literacia digital é abordada neste referencial numa perspetiva transversal, disseminada pelas três áreas, refletindo a presença das tecnologias, ferramentas e ambientes digitais em todos os contextos e domínios, formais e informais de aprendizagem (pp. 10-11).
   Trata-se de um documento claro e orientador que visa a operacionalização das diferentes literacias no Pré-Escolar e Ensino Básico, através da proposta de iniciativas motivadoras, significativas e centradas no aluno, com o intuito de os alunos adquirirem saberes transversais (soft skills) articulados com os saberes de cada disciplina (core curriculum ou hard skills).
   As aprendizagens são, assim, potenciadas para o desenvolvimento de capacidades/ conhecimentos, bem como de atitudes/ valores, apostando-se na formação do aluno como cidadão proativo e crítico numa sociedade em constante mudança.
   O referencial Aprender com a Biblioteca Escolar destaca, ainda, o papel preponderante da Biblioteca no processo de formação dos alunos, em parceria com os professores das várias disciplinas.
   Em suma, as Metas de Aprendizagem na área das TIC e o documento Aprender com a biblioteca escolar constituem, sem dúvida, um Quadro de Referência para todos os docentes e professor bibliotecário poderem trabalhar articulada e colaborativamente em atividades e projetos enriquecedores, com vista à promoção de aprendizagens transversais aos curricula, pois são fundamentais para os alunos poderem enfrentar com sucesso os desafios e exigências do século XXI, bem como para a formação ao longo da vida.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Inquérito sobre hábitos de leitura


 
O inquérito pode ser acedido aqui
 

Optou-se pela construção de um inquérito para se aferirem os hábitos de leitura dos alunos do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, no final de cada período letivo.

O facto de os resultados serem automaticamente tratados e expressos em gráficos facilita imenso o trabalho, a leitura e análise dos dados obtidos, bem como se rentabiliza o tempo.

As conclusões de cada inquérito aplicado, que poderão, depois, ser divulgadas no boletim da Biblioteca Escolar, visam estimular a competição salutar interturmas, de forma a melhorar os hábitos de leitura, principalmente dos alunos que não gostam de ler ou leem pouco.



TIC e Currículo: potencialidades e constrangimentos

Caminhos para a educação em 2014