E é também aqui
que entram os professores e a escola, que, segundo este especialista, "tem
um papel fundamental em educar os jovens no uso das tecnologias de
informação". Não se trata de ensinar as crianças e os adolescentes "a
utilizar o computador, os smartphones ou o iPad", diz. Se o papel
do professor se resumir a ser um mediador entre o aluno e o computador,
passamos a ter um professor que não é professor, mas um
"operacional".
Segundo João
Barroso, o professor tem de ser um mediador, sim, mas "entre o aluno e o
conhecimento", assegurando "situações criativas para o uso das
tecnologias". Desta forma, o docente mantém a imagem "do adulto junto
do jovem, do professor reflexivo que pensa nas suas práticas e que procura
actualizá-las, do porteiro do conhecimento e daquele que garante os valores da
educação pública na escola".
Para além disso,
as novas tecnologias, em vez de diminuírem o estatuto do professor, podem
aumentá-lo: "Hoje o professor perde muito tempo com tarefas menores do
ponto de vista educativo, e a tecnologia pode permitir aliviar o professor
dessas actividades rotineiras e pouco significativas do ponto de vista da
profissão docente e deixá-lo livre para aquilo que é fundamental: a relação com
a criança e com o jovem no acesso ao conhecimento", diz o investigador.
Excerto retirado do artigo “Quando a escolar deixar
de ser uma fábrica de alunos” escrito por Catarina Fernandes Martins, no jornal
Público (01/09/2013)
O artigo, na íntegra, pode ser acedido aqui.