sábado, 30 de novembro de 2013

A BE e os novos ambientes virtuais de aprendizagem

Os ambientes virtuais de aprendizagem e as comunidades de prática e aprendizagem constituem, efetivamente, novas formas de aprender, ensinar, comunicar, partilhar (ideias, saberes, recursos, experiências, interesses em comum), aceder à informação, desenvolver capacidades multiliterácicas e trabalhar colaborativamente; daí que a Biblioteca Escolar não possa ficar alheia a esta realidade.
De facto, nos vários espaços virtuais, como o blog, wiki, plataforma Moodle, sites, redes sociais (Facebook, Twitter, Grouply), Second Life, entre outros, os alunos não só são consumidores mas também produtores de informação e construtores de conhecimento, acrescentando, assim, valor a todos os intervenientes, incluindo aos professores. Ou seja, quer os alunos quer os docentes têm algo a aprender e a ensinar.
Além disso, a Biblioteca Escolar deve saber rentabilizar as inúmeras potencialidades das tecnologias e dos diversos recursos existentes online para que consiga cumprir, com êxito, a sua missão e objetivos: desenvolver competências ao nível da literacia da leitura, digital, tecnológica, visual, informacional, móvel e para os media, prestar um apoio eficaz no âmbito do desenvolvimento curricular, educar para os valores e atitudes.
Neste sentido, citando Ana Amélia Carvalho (2003), a caça ao tesouro e a WebQuest “aproximam-se no objectivo de tirar partido da informação online, orientando os alunos na pesquisa” (p. 8).
Atualmente, além das ferramentas já mencionadas, existem imensos aplicativos da Web 2.0 e da Web Semântica que podem ser integrados no trabalho a dinamizar na Biblioteca Escolar e nas práticas letivas dos professores, a saber: My Podcast, JClic, QuizFaber, Edilim, Mobile Study, Flash, Hot Potatoes, Wirenode, Cmaps Tool, entre outros.
Neste contexto, é fundamental que a Biblioteca Escolar desenvolva iniciativas interativas, motivadoras e significativas, propondo formas de trabalho articulado, contínuo e colaborativo com todas as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, outras bibliotecas, entidades locais e nacionais, assim como estando recetiva a propostas de trabalho para aproveitar as diversas sinergias, pois a BE não é (nem pode ser) uma ilha isolada na escola.
Segundo Madalena Pinto dos Santos (2012), “O professor e a equipa da BE têm que entroncar aprendizagens, recursos, e funcionamentos internos da escola, debaixo do holofote do que são as competências necessárias aos alunos nos dias de hoje. A visão sobre a missão e o papel da BE, a comunicação e o relacionamento dentro da organização que é a escola serão o ponto de partida para fazer passar s mensagem, junto das estruturas de decisão, com vista ao desenvolvimento de uma cultura escolar que passe pela utilização estruturada da biblioteca. Este é o primeiro elo de uma cadeia de trabalho colaborativo, para a concretização do objetivo comum: contribuir para que os alunos fiquem preparados para lidar com a informação, com vista ao conhecimento, para que dominem o aprender a aprender, alicerçado em dispositivos estruturados e na planificação de docentes” (p. 68).
No que concerne às dificuldades subjacentes ao meu contexto de trabalho, registam-se, principalmente, ao nível da concretização de atividades de âmbito curricular, tendo sido necessário reforçar a apresentação de sugestões de trabalho conjunto com professores dos diferentes Departamentos Curriculares, e ao nível do número insuficiente de elementos que compõem efetivamente a Equipa da BE e ausência de formação, o que acarreta uma sobrecarga de trabalho para o Professor Bibliotecário, que tem vindo a fornecer orientações, a fornecer recursos e a promover sessões de formação.
Concluindo, a biblioteca escolar, juntamente com a escola, só conseguirão responder eficazmente aos desafios do ensino do século XXI, se houver uma mudança efetiva de paradigma e criem as condições necessárias para que o processo de ensino/ aprendizagem se desenvolva dentro e fora da sala de aula. Na verdade, com os meios tecnológicos existentes, a aprendizagem (formal e informal) deve assumir um carácter disciplinar e, cada vez mais, interdisciplinar e transversal, de modo a formar cidadãos de uma forma holística com as competências necessárias para viver na Sociedade da Informação e do Conhecimento.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Potencialidades do Glogster Edu


Após a exploração do Glogster Edu, posso afirmar que é uma plataforma apelativa e intuitiva que permite criar experiências de aprendizagem virtuais, em que o professor desempenha o papel de mediador/ orientador dos alunos, isto é, organiza aulas nas quais se partilham recursos e dinamizam projetos diversos.
Trata-se, pois, de um ambiente virtual que fomenta a curiosidade, a criatividade, a inovação, a comunicação e o trabalho colaborativo, contribuindo, assim, para ensinar e aprender de uma forma mais lúdica.
Esta ferramenta da Web 2.0, que consiste na produção de cartazes interativos, possibilita a inclusão de texto, imagem (Picasa, Flickr), áudio (em formato MP3), vídeo (YouTube), gráficos, hiperligações e animações que podem ser descarregados para o computador ou partilhados nas redes sociais e blog.
Em suma, o Glogster Edu afigura-se como uma ferramenta útil para a Biblioteca Escolar realizar iniciativas com os professores das várias disciplinas, cativar/ seduzir os alunos para a consulta de apresentações sobre temáticas diversas, de cariz disciplinar e transversal, bem como para a divulgação de atividades, novidades e informações variadas.
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Formação de utilizadores



“As Teorias de Aprendizagem e os Recursos da Internet Auxiliando o Professor na Construção do Conhecimento”, de Ana Maria de Moura et alii, 3.º parágrafo do ponto 3, página 6


“(…) O professor hoje, não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe tudo e seus alunos são meros receptores do conhecimento. Com as milhares de informações que estão ao alcance de todos principalmente na Internet, o trabalho isolado do professor já não satisfaz mais. As mudanças de postura, a quebra de paradigmas faz com que o trabalho do professor não seja mais isolado. Com isso o trabalho em conjunto, cooperativo vem de encontro com as necessidades dos alunos na busca da construção do conhecimento e o professor entra como mediador, orientador deste conhecimento, aquele que mostra os caminhos para seus alunos em conjunto buscarem de forma interativa o saber e a construção de novos saberes. Neste ambiente o professor continuará sendo professor, mas um professor mediador e orientador e não mais o detentor do conhecimento pois o trabalho cooperativo ele aprenderá com seus alunos. (…)”

Selecionei este parágrafo porque sintetiza, de forma clara, o papel conferido ao professor e ao aluno no novo paradigma educativo, ou seja, o docente deixa de ser o detentor absoluto e transmissor de saberes e o aluno um mero recetor/ consumidor acrítico, estando a aprendizagem centrada no “aprender a aprender”, partilha de saberes e experiências, acesso crítico a diferentes fontes de informação em suporte impresso e digital, construção (inter)ativa e colaborativa de conhecimento.

Atualmente, com a evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação, e com o surgimento de aplicativos da Web 2.0/ Web 3.0, a forma como se ensina e aprende mudou completamente, tendo o professor, “imigrante digital” (Prensky, 2001), o papel de orientador/ facilitador da aprendizagem do aluno, visto como “nativo digital”(Idem).

Neste sentido, é imprescindível que o Docente conheça as várias teorias da aprendizagem e os recursos existentes nas “auto-estradas da informação” [1] (Conde, 2006, p. 70) para que consiga implementar experiências de aprendizagem estimulantes, significativas e duradouras.

No contexto da Sociedade da Informação e do Conhecimento, a Biblioteca Escolar também desempenha um papel preponderante no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, tendo, para isso, de se adaptar constantemente às mutações que se operam numa sociedade conetada 24 horas por dia, disponibilizar recursos de qualidade e oferecer serviços que vão ao encontro dos interesses e necessidades dos seus utilizadores.

De facto, “nas últimas décadas, com a introdução e desenvolvimento das TIC, as bibliotecas escolares viram a sua intervenção e papel reforçados. As tecnologias e a Internet vieram introduzir novas oportunidades de acesso à informação e redefinir as existentes, substituindo condições e modelos de uso e produção de conhecimento. Introduziram ainda novos desafios formativos e pedagógicos a que a escola tem de responder e que decorrem do alargamento das literacias inerentes à aprendizagem e à vida no Contexto da Sociedade do Conhecimento” [2].

Cabe, pois, ao Professor Bibliotecário, como motor da gestão da mudança na Escola, em parceria com todos os Docentes, traçar linhas de ação ao serviço do desenvolvimento curricular e das diversas literacias essenciais para o futuro, contribuindo, assim, para a melhoria das aprendizagens, sucesso educativo e formação ao longo da vida.

[1] A Integração das TIC na Biblioteca Escolar. Lisboa: ME/ DGIDC.

[2] PORTUGAL. Ministério da Educação e Ciência. Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares. Portal RBE. Aprender com a biblioteca escolar: enquadramento e conceção (2012: 9). [Em linha]. Lisboa: RBE. [Consult. 8.11.2013] Disponível em WWW: <URL: http://www.rbe.mec.pt/np4/697 .html.

Termos relacionados com a Web 2.0: contributo pessoal


Alojamento
O alojamento, também conhecido pelo termo inglês hosting, consiste no armazenamento de aplicações num determinado servidor.

Animoto
Permite criar vídeos com fotos legendadas e músicas escolhidas pelo utilizador

Bubbl.us
É uma ferramenta que serve para construir mapas concetuais.

DropMind
Ferramenta que possibilita a construção de mapas concetuais.

 

 

Fotobabble

Trata-se de uma ferramenta que permite realizar a gravação áudio e incluir uma imagem no projeto criado.

Google Earth

“(…) é um programa de computador desenvolvido e distribuído pela empresa americana Google cuja função é apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre, construído a partir de mosaico de imagens de satélite obtidas de fontes diversas, imagens aéreas (fotografadas de aeronaves) e GIS 3D. Desta forma, o programa pode ser usado simplesmente como um gerador de mapas bidimensionais e imagens de satélite ou como um simulador das diversas paisagens presentes no Planeta Terra.
Com isso, é possível identificar lugares, construções, cidades, paisagens, entre outros elementos (...).”


In http://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Earth (Consultado em 25 de outubro de 2013)

Google+

Esta rede social surgiu em 2011 e permite uma interação dos usuários de forma seletiva, dividindo em círculos cada grupo de amizade. Possibilita também a realização de uma conferência, em tempo real, com várias pessoas.

Inteligência coletiva

É um conceito que surge da cooperação de várias pessoas na partilha de ideias e informação na rede (blogs, wikis...), organização de conteúdos e construção de conhecimento, ou seja, todos aprendem uns com os outros.

Jing

É uma ferramenta que serve para criar screencasts, ou seja, uma gravação digital do ecrã do computador, através da captura de imagens, juntando-se a gravação áudio do usuário. É bastante utilizada para a elaboração de tutoriais.

Mobile Study

É uma ferramenta que possibilita criar um questionário de escolha múltipla, questões de verdadeiro e falso para enviar via telemóvel.

PosterOven
Ferramenta que serve para construir cartazes.

Pinterest
Esta rede social apareceu em 2011 e visa a partilha, bem como a personalização  de fotos e a sua organização por temas/ categorias.

Prezi

É uma ferramenta que possibilita a construção de apresentações dinâmicas multimédia, aceitando a inclusão de texto, imagem, vídeo, entre outros, numa única tela.

Rede social

“Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. /…/

As redes sociais online podem operar em diferentes níveis, como, por exemplo, redes de relacionamentos (Facebook, Orkut, MySpace, Twitter, Badoo), redes profissionais (LinkedIn), redes comunitárias (redes sociais em bairros ou cidades), redes políticas, dentre outras /…/.”
                                                                           
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social  (Consultado em 23.10.2013)

Scoop. it

É uma ferramenta que permite identificar, selecionar e agregar diversos conteúdos em vários suportes por tópicos ou temas/ áreas e  também partilhá-los. 

 

Scratch

“Trata-se de uma nova linguagem gráfica de programação, inspirada no Logo, que possibilita a criação de histórias interactivas, animações, simulações, jogos e músicas, e a partilha  dessas criações na Web.

O termo Scratch provém da técnica de scratching utilizada pelos Disco-Jockeys do Hip-Hop que giram os discos de vinil com as suas mãos para a frente e para trás de modo a fazer misturas musicais de forma original. Com o Scratch é possível fazer algo de semelhante, misturando diferentes tipos de clips de media (gráficos, fotos, músicas, sons) de formas criativas.”

In http://nonio.fc.ul.pt/recursos/scratch/obj_scratch1.htm (Consultado em 26 de outubro de 2013)

Skype

É uma ferramenta que possibilita efetuar chamadas gratuitas, através da Internet, assim como o envio de mensagens instantâneas.

Storyboard

Ferramenta que serve para criar histórias em banda desenhada, podendo-se escolher, para o efeito, cenários, personagens, tipos de balões.

 

Strip Generator

Ferramenta que serve para criar histórias em banda desenhada.

 

Tagxedo

Ferramenta que permite a criação de nuvens de palavras, podendo-se escolher diferentes formas (objetos, animais...), tipo de letra e cores. 

Toondoo

É uma ferramenta que permite criar, através de vários recursos disponibilizados, uma história em banda desenhada ou apenas tiras. 

Vocaroo

Ferramenta que permite a gravação áudio.
 

Voki

É uma ferramenta que consiste em colocar um avatar a falar, através da gravação áudio do utilizador, escolha da voz de uma figura ou da escrita do texto. O avatar pode ser personalizado no que concerne ao aspeto físico, roupas e acessórios. 

O usuário desta ferramenta tem ainda a possibilidade de escolher o cenário de fundo para o avatar.

WebQuest

É uma ferramenta que incide numa metodologia de trabalho em que os alunos, tendo em conta as orientações fornecidas, procuram congregar esforços, em trabalho colaborativo, para um objetivo comum, sendo constituída por cinco partes, a saber: introdução, tarefas, processo, avaliação e conclusões.

Wirenode

É uma tecnologia que permite construir um website móvel.

Worditout
Ferramenta que permite a criação de diversos exercícios apelativos para os alunos, através de nuvens de palavras.

Wordle
Ferramenta que visa a criação de nuvens de palavras, sendo possível a escolha do tipo de letra,  cores e disposição das palavras inseridas.

 

Desafios da BE no contexto da Web 2.0


A Biblioteca Escolar tem de acompanhar os avanços tecnológicos que se operam na Era Digital, para poder (cor)responder às exigências e necessidades dos seus principais utilizadores – os alunos, que são os principais portadores das novidades tecnológicas nas escolas, sob pena de ficarem obsoletas e pouco atrativas.

Na minha opinião, e tendo em conta a realidade da Biblioteca onde trabalho, este é o maior desafio que se coloca à Biblioteca Escolar, pois o número de computadores é insuficiente para a realização de iniciativas e projetos que envolvam as Tecnologias da Informação e Comunicação e aplicativos da Web 2.0.

Se há turmas em que alguns alunos têm computador portátil, Tablet, iPad ou outros dispositivos móveis, há outras em que os alunos não têm oportunidade de comprar estes equipamentos, e a Biblioteca não dispondo de capacidade financeira para adquirir alguns dispositivos, a fim de esbater as assimetrias sociais e o acesso desigual à informação e à construção de conhecimento.

As ferramentas da Web 2.0, devido às suas potencialidades, podem proporcionar novas formas de aprendizagem motivadoras, colaborativas e dinâmicas, permitindo a comunicação, participação, criação, partilha, difusão de variadas informações e conhecimentos entre alunos, eixos do processo de ensino-aprendizagem, e professor bibliotecário/ outros docentes, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Neste sentido, a Biblioteca Escolar para se aproximar de um modelo de Biblioteca 2.0 enfrenta o desafio de envolver os seus utilizadores na produção e partilha de conhecimento, recursos e experiências, fornecendo as ferramentas tecnológicas necessárias e de recursos humanos qualificados e empenhados em melhorar e inovar os seus serviços, transformando-a, assim, num valioso centro de recursos e de saberes (real e virtual) mais apelativo e consentâneo com as reais expetativas dos alunos.