A
Biblioteca Escolar tem de acompanhar os avanços tecnológicos que se operam na
Era Digital, para poder (cor)responder às exigências e necessidades dos seus
principais utilizadores – os alunos, que são os principais portadores das
novidades tecnológicas nas escolas, sob pena de ficarem obsoletas e pouco
atrativas.
Na
minha opinião, e tendo em conta a realidade da Biblioteca onde trabalho, este é
o maior desafio que se coloca à Biblioteca Escolar, pois o número de
computadores é insuficiente para a realização de iniciativas e projetos que
envolvam as Tecnologias da Informação e Comunicação e aplicativos da Web 2.0.
Se
há turmas em que alguns alunos têm computador portátil, Tablet, iPad ou outros
dispositivos móveis, há outras em que os alunos não têm oportunidade de comprar
estes equipamentos, e a Biblioteca não dispondo de capacidade financeira para
adquirir alguns dispositivos, a fim de esbater as assimetrias sociais e o
acesso desigual à informação e à construção de conhecimento.
As
ferramentas da Web 2.0, devido às suas potencialidades, podem proporcionar
novas formas de aprendizagem motivadoras, colaborativas e dinâmicas, permitindo
a comunicação, participação, criação, partilha, difusão de variadas informações
e conhecimentos entre alunos, eixos do processo de ensino-aprendizagem, e
professor bibliotecário/ outros docentes, em qualquer lugar e a qualquer hora.
Neste
sentido, a Biblioteca Escolar para se aproximar de um modelo de Biblioteca 2.0
enfrenta o desafio de envolver os seus utilizadores na produção e partilha de
conhecimento, recursos e experiências, fornecendo as ferramentas tecnológicas
necessárias e de recursos humanos qualificados e empenhados em melhorar e
inovar os seus serviços, transformando-a, assim, num valioso centro de recursos
e de saberes (real e virtual) mais apelativo e consentâneo com as reais
expetativas dos alunos.
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