quarta-feira, 13 de novembro de 2013

“As Teorias de Aprendizagem e os Recursos da Internet Auxiliando o Professor na Construção do Conhecimento”, de Ana Maria de Moura et alii, 3.º parágrafo do ponto 3, página 6


“(…) O professor hoje, não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe tudo e seus alunos são meros receptores do conhecimento. Com as milhares de informações que estão ao alcance de todos principalmente na Internet, o trabalho isolado do professor já não satisfaz mais. As mudanças de postura, a quebra de paradigmas faz com que o trabalho do professor não seja mais isolado. Com isso o trabalho em conjunto, cooperativo vem de encontro com as necessidades dos alunos na busca da construção do conhecimento e o professor entra como mediador, orientador deste conhecimento, aquele que mostra os caminhos para seus alunos em conjunto buscarem de forma interativa o saber e a construção de novos saberes. Neste ambiente o professor continuará sendo professor, mas um professor mediador e orientador e não mais o detentor do conhecimento pois o trabalho cooperativo ele aprenderá com seus alunos. (…)”

Selecionei este parágrafo porque sintetiza, de forma clara, o papel conferido ao professor e ao aluno no novo paradigma educativo, ou seja, o docente deixa de ser o detentor absoluto e transmissor de saberes e o aluno um mero recetor/ consumidor acrítico, estando a aprendizagem centrada no “aprender a aprender”, partilha de saberes e experiências, acesso crítico a diferentes fontes de informação em suporte impresso e digital, construção (inter)ativa e colaborativa de conhecimento.

Atualmente, com a evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação, e com o surgimento de aplicativos da Web 2.0/ Web 3.0, a forma como se ensina e aprende mudou completamente, tendo o professor, “imigrante digital” (Prensky, 2001), o papel de orientador/ facilitador da aprendizagem do aluno, visto como “nativo digital”(Idem).

Neste sentido, é imprescindível que o Docente conheça as várias teorias da aprendizagem e os recursos existentes nas “auto-estradas da informação” [1] (Conde, 2006, p. 70) para que consiga implementar experiências de aprendizagem estimulantes, significativas e duradouras.

No contexto da Sociedade da Informação e do Conhecimento, a Biblioteca Escolar também desempenha um papel preponderante no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, tendo, para isso, de se adaptar constantemente às mutações que se operam numa sociedade conetada 24 horas por dia, disponibilizar recursos de qualidade e oferecer serviços que vão ao encontro dos interesses e necessidades dos seus utilizadores.

De facto, “nas últimas décadas, com a introdução e desenvolvimento das TIC, as bibliotecas escolares viram a sua intervenção e papel reforçados. As tecnologias e a Internet vieram introduzir novas oportunidades de acesso à informação e redefinir as existentes, substituindo condições e modelos de uso e produção de conhecimento. Introduziram ainda novos desafios formativos e pedagógicos a que a escola tem de responder e que decorrem do alargamento das literacias inerentes à aprendizagem e à vida no Contexto da Sociedade do Conhecimento” [2].

Cabe, pois, ao Professor Bibliotecário, como motor da gestão da mudança na Escola, em parceria com todos os Docentes, traçar linhas de ação ao serviço do desenvolvimento curricular e das diversas literacias essenciais para o futuro, contribuindo, assim, para a melhoria das aprendizagens, sucesso educativo e formação ao longo da vida.

[1] A Integração das TIC na Biblioteca Escolar. Lisboa: ME/ DGIDC.

[2] PORTUGAL. Ministério da Educação e Ciência. Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares. Portal RBE. Aprender com a biblioteca escolar: enquadramento e conceção (2012: 9). [Em linha]. Lisboa: RBE. [Consult. 8.11.2013] Disponível em WWW: <URL: http://www.rbe.mec.pt/np4/697 .html.

Sem comentários:

Enviar um comentário