“(…) O professor hoje, não é mais o detentor do
conhecimento, aquele que sabe tudo e seus alunos são meros receptores do
conhecimento. Com as milhares de informações que estão ao alcance de todos
principalmente na Internet, o trabalho isolado do professor já não satisfaz
mais. As mudanças de postura, a quebra de paradigmas faz com que o trabalho do
professor não seja mais isolado. Com isso o trabalho em conjunto, cooperativo
vem de encontro com as necessidades dos alunos na busca da construção do
conhecimento e o professor entra como mediador, orientador deste conhecimento,
aquele que mostra os caminhos para seus alunos em conjunto buscarem de forma
interativa o saber e a construção de novos saberes. Neste ambiente o professor
continuará sendo professor, mas um professor mediador e orientador e não mais o
detentor do conhecimento pois o trabalho cooperativo ele aprenderá com seus
alunos. (…)”
Selecionei este parágrafo porque sintetiza, de forma
clara, o papel conferido ao professor e ao aluno no novo paradigma educativo,
ou seja, o docente deixa de ser o detentor absoluto e transmissor de saberes e
o aluno um mero recetor/ consumidor acrítico, estando a aprendizagem centrada
no “aprender a aprender”, partilha de saberes e experiências, acesso crítico a
diferentes fontes de informação em suporte impresso e digital, construção (inter)ativa
e colaborativa de conhecimento.
Atualmente, com a evolução das Tecnologias da
Informação e Comunicação, e com o surgimento de aplicativos da Web 2.0/ Web
3.0, a forma como se ensina e aprende mudou completamente, tendo o professor, “imigrante
digital” (Prensky, 2001), o papel de orientador/ facilitador da aprendizagem do
aluno, visto como “nativo digital”(Idem).
Neste sentido, é imprescindível que o Docente
conheça as várias teorias da aprendizagem e os recursos existentes nas
“auto-estradas da informação” [1] (Conde, 2006, p. 70) para que consiga
implementar experiências de aprendizagem estimulantes, significativas e
duradouras.
No contexto da Sociedade da Informação e do
Conhecimento, a Biblioteca Escolar também desempenha um papel preponderante no
processo de ensino-aprendizagem dos alunos, tendo, para isso, de se adaptar
constantemente às mutações que se operam numa sociedade conetada 24 horas por
dia, disponibilizar recursos de qualidade e oferecer serviços que vão ao
encontro dos interesses e necessidades dos seus utilizadores.
De facto, “nas últimas décadas, com a introdução e
desenvolvimento das TIC, as bibliotecas escolares viram a sua intervenção e
papel reforçados. As tecnologias e a Internet vieram introduzir novas
oportunidades de acesso à informação e redefinir as existentes, substituindo
condições e modelos de uso e produção de conhecimento. Introduziram ainda novos
desafios formativos e pedagógicos a que a escola tem de responder e que
decorrem do alargamento das literacias inerentes à aprendizagem e à vida no
Contexto da Sociedade do Conhecimento” [2].
Cabe, pois, ao Professor Bibliotecário, como motor
da gestão da mudança na Escola, em parceria com todos os Docentes, traçar
linhas de ação ao serviço do desenvolvimento curricular e das diversas
literacias essenciais para o futuro, contribuindo, assim, para a melhoria das
aprendizagens, sucesso educativo e formação ao longo da vida.
[1] A Integração
das TIC na Biblioteca Escolar. Lisboa: ME/ DGIDC.
[2] PORTUGAL. Ministério da Educação e Ciência.
Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares. Portal RBE. Aprender com a
biblioteca escolar: enquadramento e conceção (2012: 9). [Em linha]. Lisboa:
RBE. [Consult. 8.11.2013] Disponível em WWW:
<URL: http://www.rbe.mec.pt/np4/697
.html.
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