Os ambientes virtuais de aprendizagem e
as comunidades de prática e aprendizagem constituem, efetivamente, novas formas
de aprender, ensinar, comunicar, partilhar (ideias, saberes, recursos,
experiências, interesses em comum), aceder à
informação, desenvolver capacidades multiliterácicas e trabalhar
colaborativamente; daí que a Biblioteca Escolar não possa ficar alheia a esta
realidade.
De facto, nos vários espaços virtuais, como o blog, wiki, plataforma Moodle, sites, redes sociais (Facebook, Twitter, Grouply), Second
Life, entre outros, os alunos não só são consumidores mas também produtores
de informação e construtores de conhecimento, acrescentando, assim, valor a
todos os intervenientes, incluindo aos professores. Ou seja, quer os alunos
quer os docentes têm algo a aprender e a ensinar.
Além disso, a Biblioteca Escolar deve saber
rentabilizar as inúmeras potencialidades das tecnologias e dos diversos recursos
existentes online para que consiga
cumprir, com êxito, a sua missão e objetivos: desenvolver competências ao nível
da literacia da leitura, digital, tecnológica, visual, informacional, móvel e
para os media, prestar um apoio
eficaz no âmbito do desenvolvimento curricular, educar para os valores e
atitudes.
Neste sentido, citando Ana Amélia Carvalho (2003), a
caça ao tesouro e a WebQuest “aproximam-se
no objectivo de tirar partido da informação online, orientando os alunos na
pesquisa” (p. 8).
Atualmente, além das ferramentas já mencionadas,
existem imensos aplicativos da Web 2.0 e da Web Semântica que podem ser
integrados no trabalho a
dinamizar na Biblioteca Escolar e nas práticas letivas dos professores, a
saber: My Podcast, JClic, QuizFaber,
Edilim, Mobile Study, Flash, Hot Potatoes, Wirenode, Cmaps
Tool, entre outros.
Neste contexto, é fundamental que a Biblioteca
Escolar desenvolva iniciativas interativas, motivadoras e significativas,
propondo formas de trabalho articulado, contínuo e colaborativo com todas as
estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, outras
bibliotecas, entidades locais e nacionais, assim como estando recetiva a
propostas de trabalho para aproveitar as diversas sinergias, pois a BE não é
(nem pode ser) uma ilha isolada na escola.
Segundo Madalena Pinto dos Santos (2012), “O
professor e a equipa da BE têm que entroncar aprendizagens, recursos, e
funcionamentos internos da escola, debaixo do holofote do que são as
competências necessárias aos alunos nos dias de hoje. A visão sobre a missão e
o papel da BE, a comunicação e o relacionamento dentro da organização que é a
escola serão o ponto de partida para fazer passar s mensagem, junto das
estruturas de decisão, com vista ao desenvolvimento de uma cultura escolar que passe
pela utilização estruturada da biblioteca. Este é o primeiro elo de uma cadeia
de trabalho colaborativo, para a concretização do objetivo comum: contribuir
para que os alunos fiquem preparados para lidar com a informação, com vista ao
conhecimento, para que dominem o aprender a aprender, alicerçado em
dispositivos estruturados e na planificação de docentes” (p. 68).
No
que concerne às dificuldades subjacentes ao meu contexto de trabalho,
registam-se, principalmente, ao nível da concretização de atividades de âmbito
curricular, tendo sido necessário reforçar a apresentação de sugestões de
trabalho conjunto com professores dos diferentes Departamentos Curriculares, e
ao nível do número insuficiente de elementos que compõem efetivamente a Equipa
da BE e ausência de formação, o que acarreta uma sobrecarga de trabalho para o
Professor Bibliotecário, que tem vindo a fornecer orientações, a fornecer
recursos e a promover sessões de formação.
Concluindo,
a biblioteca escolar, juntamente com a escola, só conseguirão responder
eficazmente aos desafios do ensino do século XXI, se houver uma mudança efetiva
de paradigma e criem as condições necessárias para que o processo de ensino/
aprendizagem se desenvolva dentro e fora da sala de aula. Na verdade, com os
meios tecnológicos existentes, a aprendizagem (formal e informal) deve assumir
um carácter disciplinar e, cada vez mais, interdisciplinar e transversal, de
modo a formar cidadãos de uma forma holística com as competências necessárias
para viver na Sociedade da Informação e do Conhecimento.
Sem comentários:
Enviar um comentário